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     RESUMO DO PROGRAMA ARTE E ENGENHO DO DIA 24 DE JANEIRO.

ENTREVISTA COM O BASTONÁRIO E OS VICES



  1. Qual é o Balanço do Exercício de 2019 ?

Conseguimos melhorar as condições de trabalho dos colégios na Sede da Ordem, mediante uma estrutura funcional leve, ágil, eficiente e profissionalizada. Este é um processo que queremos contínuo buscando a qualidade total.

Desde 2017 temos estado a realizar seminários, palestras nas mais diversas especialidades da engenharia, bem como acções de formação visando a capacitação e aCtualização dos nossos membros.

A nossa base de dados tem vindo a ser permanentemente actualizada e a adesão à Ordem tem vindo a aumentar todos os anos a uma taxa acima dos 10% previstos em 2017.

O tratamento dado aos nossos recursos humanos, tem melhorado de forma significativa quer nos aspectos profissionais, quer nos aspectos humanos, quer ainda nos aspectos ligados à sua formação contínua e podemos dizer que temos um ambiente de trabalho, onde prevalece o espirito de interajuda e trabalho em equipa.

O Plano de Actividades e Orçamento têm estado a funcionar de facto como uma ferramenta de gestão e têm –nos permitido avaliar a taxa de execução da OEA, em cada exercício e fazer os ajustes necessários, avaliando por comparação, o sucesso de cada Colégio e de toda a Ordem.

Desde 2017 passamos a publicar o nosso relatório e contas de cada exercício devidamente auditadas e este mesmo documento é distribuído por todos os membros que têm a sua situação junto da Ordem devidamente regularizada

Continuamos a criar as condições para que no Clube dos Engenheiros se institua uma plataforma para o desenvolvimento e promoção de negócios. A partir do Clube dos Engenheiros criamos o nosso programa de rádio, o programa Arte e Engenho que vai ao ar na Rádio Mais às sextas feiras das 10 às 11 com uma periodicidade quinzenal.

Foi constituída A Caixa Social do Engenheiro – CASEA - uma plataforma para a instituição do Fundo de Pensões do engenheiro e no dia 19 de Outubro foi eleito O seu Conselho de Administração.

Já temos o projecto para a nova sede da Ordem que será desenvolvido numa área situada no projecto Nova Vida.

Estivemos envolvidos na Identificação de problemas nacionais e emissão de pareceres sobre projectos de desenvolvimento como PIIM o PAC a proposta de Decreto para o IPU, prestamos diversos trabalhos de assessoria técnica ao Tribunal provincial de Luanda e apresentamos o conceito de plano estratégico de desenvolvimento da ilha de Luanda

A nível externo subtemos a nossa candidatura à membro da Federação Africana das Associações de Engenharia, da Federação Europeia das Associações de Engenharia e da Federação Mundial das Associações de Engenharia.

Está em curso a elaboração da história da Ordem e da Engenharia Angolana, duas obras que esperamos ver concluídas até 2021.

Em estreita colaboração com escolas de ensino superior, criamos o CONGEFE – Conselho de Gestores de Faculdades de Engenharia - como forma de juntar sinergias na busca de soluções para a melhoria da qualidade de ensino da Engenharia em Angola.

Aprovamos o novo processo de admissão à Ordem que entra em vigor em 2020, bem como o projecto para o novo cartão de membro e para a cédula profissional.



  1. O que é que já concretizou do plano apresentado para o actual mandato?

O nosso programa está alinhado com o Plano estratégico da Ordem. Assim sendo o nosso foco está na implementação desse Plano.

Em linhas gerais podemos destacar a nova sede da OEA. A nova sede é já um facto. Conseguimos o imóvel que mais se adequa para as condições de trabalho que pretendemos para a Ordem. Segue-se agora a fase de implementação do projecto de adaptação e expansão e para as quais necessitaremos de reunir os recursos exigidos.

Criamos quatro Delegações regionais, mantendo-se apenas a Delegação de Cabinda como Delegação provincial.

Como forma de documentar e comunicar os procedimentos e actividades, está em curso a elaboração da história da Ordem dos engenheiros de Angola, aprovamos o novo estatuto da Ordem e oito regulamentos internos, regulamentos esses que vão agora à publicação em Diário da República e seguir-se-á a discussão de mais 6 regulamentos internos.

Ao longo das emissões do nosso programa de radio que já vai em 20 emissões, apresentamos propostas de soluções para a reabilitação de estradas, saneamento básico e drenagem das águas pluviais e subsídios para a melhoria da qualidade do ensino das engenharias em Angola.

Temos uma equipa a trabalhar no diagnóstico do novo aeroporto de Luanda e apoiamos o desenvolvimento do projecto de produção de adubos a partir do lixo na província do Cunene.

Melhoramos o sistema de contabilidade analítica no sentido de permitir uma gestão autónoma e eficiente de projectos.

Conseguimos melhorar os aspectos gráficos e de conteúdos dos documentos “Plano de Actividades e Orçamento” e “Relatório de Actividades e Contas do Exercício” um exercício que vamos continuar mantendo sempre, para atender às expectativas dos nossos associados.



  1. O que já foi concretizado das directrizes do Congresso?

O primeiro passo foi dado com a aprovação do novo processo de admissão à Ordem que tem como foco o de conferir competências que não são obtidas nas nossas instituições de ensino e de algum modo prepará-los para melhor enfrentarem o mercado de trabalho.

No Seminário Novembro 2019, escolhemos como tema central a 4ª revolução e as industrias química e petroquímicas, como pressupostos para diversificação da economia e aproveitamos o tema das ravinas para a introdução de conceitos sobre a economia circular.

Procedemos ao arranque de um ciclo de formação virado para a gestão de projectos, onde os nossos membros têm acesso gratuito.

Outras acções serão incorporadas no nosso programa para 2020.


  1. Perspectivas para o Futuro?

A estabilidade e sustentabilidade financeira da OEA, é um objectivo indiscutível e prioritário. O auto-financiamento da Ordem dos Engenheiros, constitui um dos objectivos a ser atingido .

Vamos continuar a trabalhar para conferir aos nossos membros cada vez mais competências que lhes permitam estar melhor preparados, para enfrentarem este mercado volátil, incerto e cada vez mais complexo. Nesta senda e inserido no nosso programa de apoio e actualização profissional no dia 25 de Janeiro teremos a primeira acção de formação de 2020 “Tomada de decisão na Incerteza”.

Por outro lado, vamos privilegiar as relações ao mais alto nível com as estruturas governamentais no sentido de apoiar a definição de políticas e organizar programas de actividades que conduzam ao desenvolvimento da Engenharia e do País, num esforço constante, de diálogo com os membros e com entidades externas, na procura de projectos e de soluções de problemas.

Temos consciência da nossa responsabilidade de executar um conjunto de actividades com vista à dignificação da profissão e dos profissionais de engenharia quer nos aspectos éticos, quer nos aspectos profissionais.

Aliado a todo este programa vamos cultivar nos associados um sentimento de unidade, a criação de uma perfeita identidade entre o associado e a OEA e fomentar um sentimento de propriedade, ou seja um sentimento de que a Ordem é uma Instituição que pertence a cada um dos seus membros.


  1. Estão a ser implementados grandes projectos nos mais variados domínios da vida nacional. Qual tem sido a participação da Ordem ?

Os engenheiros angolanos têm a obrigação de contribuir com propostas concretas, ali onde a engenharia se faz presente e necessária, para que se atinjam os objectivos e as metas estabelecidas, num exercício de cidadania plena, colocando o seu saber ao serviço da sociedade angolana.

A participação da Ordem tem sido a possível, mediante a intervenção dos seus membros ali onde eles se fazem presentes e nos colégios da especialidade, contribuindo com propostas concretas e colocando o seu saber ao serviço da sociedade angolana.

A par disso e como membros do Conselho Técnico das Obras Públicas, temos participado nas discussões dos projectos apresentados nesse Forum e que envolve as diferentes áreas que acabou de citar.

No nosso programa de rádio temos estado a apresentar propostas concretas relacionadas com alguns dos muitos problemas que enfrentamos como , as chuvas e suas consequências, a qualidade e a manutenção das nossas Estradas, o saneamento básico, a produção e distribuição da água e da energia, etc.


6 -Não é competência da Ordem alertar os organismos públicos sobre os riscos de falhas em determinados projectos?

As Associações públicas profissionais, têm por delegação dos seus estatutos, o escopo de reconhecerem competências próprias, para o exercício da profissão, tendo por base a formação académica e a experiencia profissional adquirida, bem como assegurar a regulação da profissão.

O Estatuto e as disposições complementares conferem à OEA a fiscalização do exercício legal e ético da profissão de engenharia em Angola. Exercer a profissão com ética significa primar pela qualidade e eficiência. Neste contexto a Ordem não pode deixar de prestar todo o apoio possível, na disponibilização de pareceres, ligados a todos os Projectos que nos são apresentados e apresentar propostas para a solução de problemas que afectam a nossa sociedade. Fazemo-lo não só na nossa qualidade de membros do Conselho de Concertação Social e do Conselho Técnico de Obras Públicas, mas também enquanto cidadãos conscientes do seu dever como profissional de engenharia.


  1. Quaia são os benefícios em pertencerem a OEA

O primeiro beneficio é o de passar a exercer a profissão de forma legal, pois o Decreto 39-E /92 de 28 de Agosto, estabelece que o exercício da profissão de engenheiro em Angola exige a inscrição na Ordem dos Engenheiros e esta por sua vez pode promover procedimento judicial contra quem exerça ilegalmente a profissão.

No entanto se cada um de nós, tiver a noção exacta da força que advém do facto de estarmos juntos, numa mesma empreitada, em defesa dos nossos interesses, enquanto profissionais de engenharia, então facilmente compreenderemos que para lá das vantagens pessoais, a Ordem é acima de tudo um veículo que nos permite:

- Mobilizar recursos humanos e materiais, valorizando-os e utilizando-os de forma eficiente e racional;

- Fomentar iniciativas de âmbito cientifico, económico ou cultural através da realização de estudos/projectos de investigação e desenvolvimento,

- Permite-nos Intensificar as ligações e a cooperação com as Universidades, com as empresas e com outras associações nacionais e internacionais;

- Organizar acções de formação, estágios e conceder subsídios para fins educativos, culturais e científicos;

Para além disso, os membros da OEA podem ainda beneficiar de descontos e tratamento especiais, junto de organismos com quem a ordem tem convénios como clínicas, restaurantes, empresas de formação etc.

Fonte: Ordem dos Engenheiros de Angola

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