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A história do nosso país mostra que o contributo da mulher rural remonta aos primórdios da nossa história como um povo e o seu papel na luta pela libertação foi de extrema importância. Assim, nos dias actuais não é diferente; a mulher assume um papel inquestionável no seio da sociedade angolana, dedicando-se em todas actividades da vida social, inclusive na agricultura familiar, sendo esta a principal actividade da mulher rural.


Segundo Alan Bojanic, ex representante da FAO no Brasil, as mulheres rurais contribuem com a produção de mais da metade das necessidades alimentares mundial. Estas mulheres são a maioria significativa deste sector, sendo indiscutível e fundamental a sua contribuição na produção agrícola. A mulher rural está relacionada, sobretudo com as características do lugar onde vive, que por norma apresenta uma condição de vida precária, diferente e distante da zona urbana, pois, tem pouco ou sem acesso aos serviços básicos como a saúde, a educação, a electricidade, entre outros.


As actividades exercidas por elas servem apenas para a subsistência. Contudo, não há como negar o facto de que muitas famílias são sustentadas pelo trabalho destas mulheres, tanto é que por via da produção agrícola elas conseguem sustentar os seus familiares. As mulheres rurais angolanas têm dado provas de que podem conduzir também no campo programas estruturais, ainda que de pequena extensão. Afinal, não é só com projectos agrícolas de grande porte que se faz crescer a economia de um País. O combate à pobreza passa por emancipar e maximizar o trabalho exercido pela mulher de forma a se ter uma agricultura suficiente e sustentável. 


Após o término da guerra civil em Angola, o executivo deu início a um processo de elaboração e implementação de estratégias para combater a pobreza, onde a emancipação da mulher rural angolana está inclusa nesta estratégia. 


Criar melhores condições de trabalho ao invés de campanhas de doações é o caminho para a emancipação das mulheres rurais. E, com isso, é importante que os empresários estejam atentos a esses passos e actuem de modo eficaz, apoiando por via de incentivo estas actividades que já deram prova do seu rendimento. 


Angola exportava no passado muitos produtos do campo e naquela época a agricultura tinha um peso bastante considerável na economia do país. É possível voltarmos a exportar como no ritmo passado, para isso os projectos devem ser efectivamente implementados. Os projectos não podem ficar apenas pelas intenções. As mulheres rurais pela sua vitalidade e persistência na luta contra a pobreza, são um segmento de grande valia para o país. Todos somos co-responsáveis nestes projectos, pelo que devemos continuar a envidar esforços para que estas trabalhadoras do campo sejam valorizadas e apoiadas naquilo que for necessário.


Para visualizar todo o conteúdo clique no link Magazine Risco Zero Nº14


Fonte: Magazine Risco Zero

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